Do caos à ordem
- 8 de mai. de 2024
- 15 min de leitura
Atualizado: 16 de ago. de 2025
Ordem em tempos caóticos é poder. Saia do caos e exerça o seu.
A vida, por padrão, oscila em ciclos de criação e destruição.
A criação é o módulo que permite que novas coisas ganhem vida, enquanto a destruição é o caminho universal que conduz tudo que é criado ao fim inevitável.
Criação e destruição é um ciclo, uma lei da natureza existente para qualquer coisa que ouse existir, seja ela:
● A sua existência
● Suas relações
● Sua aparência
● Projetos
● Hobbies
● Eras de triunfos
● Eras de derrotas
Todos os aspectos de sua vida obedecem este padrão cíclico.

A parte mais dolorosa, é que esse ciclo não funciona como um pêndulo movendo-se de um extremo para o outro a cada instante. Essa lei é muito mais como um relógio, que sangra e se exaure a cada passagem. Um corpo vivo organizado através de um processo criativo, a partir da meia-idade, inicia um processo de autodestruição celular. O mesmo acontece a qualquer objeto existente na realidade, ao chegar ao ápice de seu potencial criativo entra em um estado de entropia, ou em outras palavras, fica imerso no caos./ E o caos é, sem dúvidas, a preparação para a iminente destruição daquilo que já foi criado, fazendo a existência retornar a um estado estabilizado de absoluta ordem. Assim acontece com a vida, comigo e com você. Este é o mundo que você vive e não é preciso dizer muito para validar a anatomia do estado caótico das coisas. De um lado, nações se aniquilando sob a desculpa de protocolos políticos para a guerra, deixando cicatrizes de sofrimento humano. Uma batalha espiritual de ideias e ideologias, alimentando polarizações que dificultam o diálogo construtivo e a coexistência pacífica. E do outro, a ascensão da inteligência artificial na mão das massas, levando à perda de empregos e desafios éticos, enquanto a grande promessa do capitalismo diz que qualquer indivíduo pode ascender socialmente, mas provavelmente não vai. Simplesmente:

E a questão fatal foi despretensiosamente definida por Karl Marx ao dizer que "a existência social determina a consciência”, em outras palavras, é válido afirmar que o panorama global da realidade compartilhada determina o nível de consciência do indivíduo. Observe as pessoas à sua volta, o quão comum é para elas se arrastar por rotinas cíclicas, sendo levadas pelo tempo em direção ao fim de suas vidas. O caos externo da era moderna adoece o interior do ser humano levando à estagnação e todo tipo de doença. Isso acontece porque a modernidade, com suas comodidades e facilidades, muitas vezes obscurece o significado fundamental da dinâmica de sobrevivência imposta pela natureza.
Na era paleolítica e da revolução agrícola, os estilos de vida dos caçadores-coletores e agricultores estavam intrinsecamente ligados ao trabalho para atender às necessidades básicas, proporcionando um feedback imediato de satisfação. Hoje, no mundo moderno, embora grande parte das necessidades básicas de uma parcela significativa da população global sejam atendidas, o feedback de satisfação existencial frequentemente se torna distorcido.
Assim como as multidões, me deixei sucumbir ao caos de informações. Entrei em um estado intenso de letargia e estagnação.
Perdi a habilidade de me conectar com o que me encanta, as pessoas não conseguiam se conectar comigo, pois não havia ninguém para se conectar; eu tinha me perdido de mim mesmo.
Estar em sintonia consigo mesmo precede a necessidade de nos conectarmos com o mundo. Sem isso, não há possibilidade de qualquer envolvimento genuíno com o mundo exterior. Isso aconteceu quando decidi desistir de seguir com a minha agência de comunicação, sai do interior onde morava com minha família e voltei para a cidade grande para tentar a sorte, mas parei nas fileiras de uma operação de telemarketing.
Minha idealização empreendedora a respeito da nova economia estava completamente massacrada. Qualquer futuro idealizado desapareceu, parei de cuidar de mim mesmo e de me admirar.
Meses se passaram, eu me arrastava, gastando a maior parte do meu salário mínimo em terapia e para cobrir dívidas. Eu literalmente estava pagando aluguel para sobreviver no fundo do poço.
Ser abatido pelo caos é perigoso; você perde o sentido temporal e emocional das coisas. Não tem consciência do tamanho do problema, e não estar consciente do problema significa que, para você, ele não existe, assim como uma doença sem diagnóstico não pode ser tratada.
Na exata situação que eu estava aos meus 24,5 anos, levando em conta que a média de vida dos brasileiros é de 75,5 anos, eu teria supostamente mais 50 anos de vida.
A existência me pareceu tão efêmera quanto um cubo de gelo sob o sol.
Nos padrões que minha vida estava, eu iria à praia em média uma vez a cada dois anos e via minha mãe duas vezes por ano.
Se mantivesse meu estado de falência emocional, financeira e moral, colocaria os pés na areia não mais que 25 vezes, veria minha mãe não mais que 30 vezes, dada a sua idade, e teria poucas viagens além dos longos trajetos de trem até meu trabalho miserável.
Tudo isso porque, porque eu me deixei ser abatido pelo caos. Eu precisei quanto antes tomar iniciativas para mudar minha vida. O estado era desesperador.
Mas só alcancei esse nível de consciência por sentar e olhar a realidade com bom senso, coragem e sinceridade. Como diz o historiador Terence Mckenna:

Uma ideia óbvia, talhada na madeira do bom senso. Bom senso, a ausência dessa habilidade matou mais que o câncer e já gerou bilhões de reais para inúmeros mercados da saúde dentro da economia.
Mas estar consciente do problema é só o começo de uma grande aventura. O jogo da vida acontece na dimensão material, na qual sua vida se desdobra no espaço-tempo; você é o jogador. O jogador é aquele que joga, sendo possível jogar o jogo apenas por conta da existência de um elemento fundamental da equação: O avatar.
Mais conhecido como "ego", por sua sorte o avatar foi lhe dado e é com ele que transformaremos o caos interior em ordem.
Tudo começa com o ego
Há dois pontos fundamentais para lidar com a existência, entender que há você e o mundo. Dissociar o jogador do jogo.
O jogo da vida, com todo o seu caos, pode ser tão assustador quanto às estatísticas de guerras. E você, o jogador, entra na cena; pelado, chorando e carregando o ego nos braços.Esse era você quando veio ao mundo e assim será quando for deixá-lo.
e - g - o
A única ferramenta que você tem.
O Ego é análogo à sua consciência, a sua capacidade de perceber a si mesmo, o outro e o mundo. Em outras palavras, o ego é o front de sua mente, não apenas sua principal ferramenta para solucionar os problemas de sua vida, mas também o veículo que permite que você experiencie o plano físico.
Nas profundezas da sua mente consciente existe uma dimensão que você não controla. Uma dimensão tão grande que você é incapaz de controlar. Esse lugar vai, está e irá te controlar por toda a sua vida.
Bem-vindo a mente inconsciente.
Imagine uma linha linear. Na esquerda, chamaremos de “Imatéria”.
Imatéria é o extremo da realidade que não podemos tocar, entender, lamber, cheirar ou socar. Coisas que substancialmente não existem no mundo material onde o ego opera.
E no extremo oposto, chamaremos de matéria. Matéria, é a realidade objetiva exterior, onde por natureza você pode socar, lamber, cheirar e tudo mais
O ego ou mente consciente está no centro. Esse esquema vai tangibilizar como o caos penetra em você:

Somos um interminável ciclo de entrada, processamento e saída de informações. Se você não exerce controle em como essas informações são processadas, o que você é se torna acidental, um acidente para você e um incidente para a realidade.
E é neste avatar conhecido como ego modelado pela realidade que está o pulo do gato nessa batalha interior contra o caos.
Os budistas dizem para você se desidentificar do ego.
O cristianismo, chuta e o chama de pecador. E se não ajoelhar jogam gasolina e jogam um fogo dos infernos.
O capitalismo, é um caso a parte. Narra a sua odisseia como robô na mitologia moderna chamada mercado de trabalho, onde o ego é reafirmado de todas as formas possíveis.
Mas não é só isso, para o capitalismo não é só uma questão de produzir, trabalhar, bater prego aqui e lá.
O consumo a medida que alimenta o seu ego revigora seu senso de individualização, diz que sua individualização acontece através dos melhores produtos skincare, dos elegantes apartamentos da paulista e no tecido fino e acessível da Shein.
Pois é, os budistas não estavam errados quando falavam sobre se desidentificar do ego, suas filosofias combatiam uma sociedade moderna egoica e eminente. Só não previam que na selva moderna do futuro sem o ego não sobreviveríamos. Sem o ego, perdemos o propósito de trabalhar para ganhar dinheiro e realizar nossos sonhos. Deixamos de acreditar no conto de fadas de "quem somos na fila do pão" e não vemos mais sentido para progressão da droga da fila.
Muitas religiões são obcecadas por dissociar o ego do jogador para destruí-lo. Um caminho de redenção ao plano intangível da "Imatéria" e uma rejeição a tudo que o contradiz e isso inclui o ego. Mas sem ele você só é uma criatura sapiens pelada, desarmada e vulnerável, assim é mais fácil de te dominar. Enquanto, no outro extremo, o capitalismo nos afoga nesse ego, nos transformando em escravos através da dinâmica de produção e consumo, alienados das consequências dos prazeres do plano tangível e objetivo da "Matéria".
Então, qual o caminho correto seguir?

Como andar de bicicleta
Buda sempre o disse, assim como o fez. No caminho do meio estão todas as respostas.
Lembre-se você veio nu e com o ego ao mundo, não estou lhe implorando para jogar o seu canivete suíço no lixo.
Buda sempre o disse, assim como o fez. No caminho do meio estão todas as respostas.
Lembre-se você veio nu e com o ego ao mundo, não estou lhe implorando para jogar o seu canivete suíço no lixo.
Mas o meio de buda não é a diluição do ego em sí e sim o movimento.
Uma vida potencializada de um ser humano é feita de movimento. Movimento como o pedal de bicicleta, como a roda gigante do parque, como a terra entorno do sol....
Eu falo de cíclos.
Ser humano é uma possibilidade que irradia a característica de ser como um pêndulo, que galga do extremo ao outro.Existem fazes que nos dedicamos mais para nós mesmos e assuntos relacionados a exploração de aspectos desconhecidos, intangíveis e nada quantificáveis de nossas vidas. Até mesmo negligenciando a matéria, a realidade exterior.
Imatéria ← | ← MatériaBem como, fazes se manifestam onde encarnamos "O Lobo de Wall Street" para dominar a matéria e construir nossa vida dos sonhos.
Imatéria → | → Matéria
E tá tudo bem, não se culpe pela instabilidade, simplesmente aproveite o processo.
Imatéria ← | ← Matéria
Imatéria → | → Matéria
Imatéria ← | ← Matéria
Até repousar no centro e ser um indivíduo integrado.
Imatéria → | ← Matéria
Mas o que significa estar no centro?
Tecendo o caos em ordem
O que estamos falando aqui não é novo. A divisão entre uma vida voltada a aspectos interiores ou exteriores da realidade é a dissonância cognitiva do século.
Muitas vezes rotulada como uma condição psicológica, a dissonância cognitiva, paradoxalmente, se revela como um fenômeno comum em mentes saudáveis diante de um mundo caótico.
Este estado de conflito interno reflete não uma patologia, mas sim uma resposta adaptativa à complexidade da realidade. Logo, diante de nossos conflitos existenciais podemos nos considerar seres saudáveis. Assim como faíscas e chamas nascem da colisão de duas pedras, o espírito humano é nutrido e avança pela colisão de crenças, atributos e vontades em conflito.
Esta interação, longe de ser prejudicial, serve como catalisador para o crescimento e a evolução, moldando a resiliência necessária para enfrentar as adversidades da vida.
Sempre aqueceu o meu peito escrever, criar universos, conceitos, desmistificar a realidade e trazer coisas novas através de palavras. Ao mesmo tempo, demonstrei bastante perspicácia para negócios.Já me peguei muitas vezes com a reflexão:“O caminho do escritor convencional dificilmente me traria lucros, porque não simplesmente encontrar uma demanda no mercado, criar uma oferta e fazer dinheiro com isso?”Eu tentei negligenciar a realidade e só escrever e me empenhar em assuntos metafísicos. Mas não tardou muito para que eu me tornasse um ruído na realidade, a quem de me conectar com o mundo e empreender minha vida no mesmo.
Através de uma agência de marketing criei uma oferta para uma demanda infinita que é a gestão de marketing para empresas. Nenhum dos dois caminhos me realizou, só me trouxeram angústia, ansiedade e dúvidas.
Mas essa problemática possuía o trunfo que me salvaria, um trunfo que eu sempre enxerguei como a guilhotina coletiva da humanidade.Durante toda a minha vida, sempre neguei a economia como um conteúdo essencial para que eu pudesse ter um desenvolvimento saudável neste mundo.
Economia para mim sempre significou capitalismo, e o capitalismo competição, a competição comparação, e no fim, a comparação como um comprometimento espontâneo de tudo aquilo que considero parte de minha individualidade como der humano.
Mas dentro dessa minha rebelia, eu estava cego para a chave mestra que mudaria a forma que eu conduziria minha jornada pra sempre.
A economia é um conglomerado de transações realizadas por pessoas, sendo estas motivadas por suas necessidades, desejos e àquelas coisas que são percebidas com valor.
Em outras palavras, a economia é o cerne da humanidade que nos conta aquilo que é importante para o indivíduo e para uma sociedade. Economia não é sobre dinheiro, é sobre pessoas.
Se a sociedade contemporânea fosse um grande corpo, certamente o sangue que faria a vida fluir seria o dinheiro, como uma projeção fatal de uma força maior que conduz e rege todas coisas; uma verdadeira religião.
Com essas pequenas perspectivas, este foi o momento em que me dei conta de uma coisa que mudaria completamente como eu jogaria o jogo da vida.
Sempre meu maior desejo fundamental foi ser um cidadão integrado. Bem com o meu interior, bem com o mundo. Mas o mundo tem como sua base a economia, a alavanca impulsionadora de tudo que é motivado para ser criado ou destruído.
Se você não joga conforme o jogo econômico, provavelmente não vai prosperar na matéria. E se você joga, há quem sacrifique muito de sua essência existente no plano da matéria.
Buda pode estar completamente certo, talvez seja sobre o caminho do meio: como andar de bicicleta.
Não bastaria me sentar em posição de lótus e diluir o ego, juntar as mãos e pedir redenção ao desconhecido, clamar por entidades e fazer sacrifícios. Falha grave foi fechar os olhos para os mercados e negligenciar o "deus dinheiro" e se tornar um ser humano obcecado pela própria obra.
Espiritualidade, psicologia, religião e escrita por mera paixão não me salvariam. Meu universo interior de nada valeria se eu não construísse um instrumento adequado para que este tivesse contato e gerasse transformações nesta realidade.
O nosso trabalho é dar forma à nossa essência no mundo material, usando o ego como intermediário entre minha dimensão pessoal e a realidade coletiva.
O que constitui essa realidade coletiva? Economia.
O que a move? As necessidades e desejos dos Seres humanos.
Qual é a sua substância? Dinheiro.
Mas é de compreensão coletiva que a moeda tem dois lados.
O que estamos falando aqui não é novo. A divisão entre uma vida voltada a aspectos interiores ou exteriores da realidade é a dissonância cognitiva do século.
Muitas vezes rotulada como uma condição psicológica, a dissonância cognitiva, paradoxalmente, se revela como um fenômeno comum em mentes saudáveis diante de um mundo caótico.
Este estado de conflito interno reflete não uma patologia, mas sim uma resposta adaptativa à complexidade da realidade. Logo, diante de nossos conflitos existenciais podemos nos considerar seres saudáveis. Assim como faíscas e chamas nascem da colisão de duas pedras, o espírito humano é nutrido e avança pela colisão de crenças, atributos e vontades em conflito.
Esta interação, longe de ser prejudicial, serve como catalisador para o crescimento e a evolução, moldando a resiliência necessária para enfrentar as adversidades da vida.
Sempre aqueceu o meu peito escrever, criar universos, conceitos, desmistificar a realidade e trazer coisas novas através de palavras. Ao mesmo tempo, demonstrei bastante perspicácia para negócios.Já me peguei muitas vezes com a reflexão:“O caminho do escritor convencional dificilmente me traria lucros, porque não simplesmente encontrar uma demanda no mercado, criar uma oferta e fazer dinheiro com isso?”Eu tentei negligenciar a realidade e só escrever e me empenhar em assuntos metafísicos. Mas não tardou muito para que eu me tornasse um ruído na realidade, a quem de me conectar com o mundo e empreender minha vida no mesmo.
Através de uma agência de marketing criei uma oferta para uma demanda infinita que é a gestão de marketing para empresas. Nenhum dos dois caminhos me realizou, só me trouxeram angústia, ansiedade e dúvidas.
Mas essa problemática possuía o trunfo que me salvaria, um trunfo que eu sempre enxerguei como a guilhotina coletiva da humanidade.Durante toda a minha vida, sempre neguei a economia como um conteúdo essencial para que eu pudesse ter um desenvolvimento saudável neste mundo.
Economia para mim sempre significou capitalismo, e o capitalismo competição, a competição comparação, e no fim, a comparação como um comprometimento espontâneo de tudo aquilo que considero parte de minha individualidade como der humano.
Mas dentro dessa minha rebelia, eu estava cego para a chave mestra que mudaria a forma que eu conduziria minha jornada pra sempre.
A economia é um conglomerado de transações realizadas por pessoas, sendo estas motivadas por suas necessidades, desejos e àquelas coisas que são percebidas com valor.
Em outras palavras, a economia é o cerne da humanidade que nos conta aquilo que é importante para o indivíduo e para uma sociedade. Economia não é sobre dinheiro, é sobre pessoas.
Se a sociedade contemporânea fosse um grande corpo, certamente o sangue que faria a vida fluir seria o dinheiro, como uma projeção fatal de uma força maior que conduz e rege todas coisas; uma verdadeira religião.
Com essas pequenas perspectivas, este foi o momento em que me dei conta de uma coisa que mudaria completamente como eu jogaria o jogo da vida.
Sempre meu maior desejo fundamental foi ser um cidadão integrado. Bem com o meu interior, bem com o mundo. Mas o mundo tem como sua base a economia, a alavanca impulsionadora de tudo que é motivado para ser criado ou destruído.
Se você não joga conforme o jogo econômico, provavelmente não vai prosperar na matéria. E se você joga, há quem sacrifique muito de sua essência existente no plano da matéria.
Buda pode estar completamente certo, talvez seja sobre o caminho do meio: como andar de bicicleta.
Não bastaria me sentar em posição de lótus e diluir o ego, juntar as mãos e pedir redenção ao desconhecido, clamar por entidades e fazer sacrifícios. Falha grave foi fechar os olhos para os mercados e negligenciar o "deus dinheiro" e se tornar um ser humano obcecado pela própria obra.
Espiritualidade, psicologia, religião e escrita por mera paixão não me salvariam. Meu universo interior de nada valeria se eu não construísse um instrumento adequado para que este tivesse contato e gerasse transformações nesta realidade.
O nosso trabalho é dar forma à nossa essência no mundo material, usando o ego como intermediário entre minha dimensão pessoal e a realidade coletiva.
O que constitui essa realidade coletiva? Economia.
O que a move? As necessidades e desejos dos Seres humanos.
Qual é a sua substância? Dinheiro.
Mas é de compreensão coletiva que a moeda tem dois lados.

As armas da guerra moderna As mesmas armas que te ferem, são as armas que vão te libertar. Uma economia agressiva onde a legitimidade é dada somente aquele que produz e consome. Um sistema educacional que valoriza apenas a memorização de fatos, deixando de lado o desenvolvimento de habilidades criativas e pensamento crítico. Uma carreira delimitada à conquista de um diploma como um único caminho, criando indivíduos para serem substituídos.
Toda essa estrutura está se modificando. Toda ideia sólida está virando líquida e ganha novas formas à medida que o tempo se desdobra. Seres humanos exploram uma fissura da realidade e compartilham o néctar com o mundo.
O estilo de vida ideal tem se modificado, o relacionamento ideal não existe e um diplona está longe de ser um único caminho.
Toda essa disrupção se deu por conta do avanço tecnológico. Veja, sozinho em meu quarto crio meus esquemas mentais para lidar com a realidade e os mostro a você. Você não sabe onde estou, mas a distância entre você e o meu mundo é menor do que um grão de areia.
À medida que você absorve o que tenho para você, meu mundo se revela em seu interior, e você emerge mais um vez para a realidade, sendo positiva ou negativamente modificado por uma fração exposta do meu mundo.
É uma maneira sutil de explicar como cada um de nós tem o potencial de criar ondas capazes de modificar, mesmo que em uma pequena fração, a realidade que compartilhamos. Com a internet, esse potencial se torna ilimitado.
Mas lembre-se, o mundo ainda não é dos criadores, seres humanos motivados pela ideia alcançar um trilho de autenticidade para fornecer recursos para outras pessoas atingirem o mesmo estado é uma utopia.
Vivemos em um mundo que a força predominante é o caos. Curiosamente, qualquer criação humana possui uma tendência irônica de ser utilizada para contribuir para autodestruição da humanidade. E não é diferente com a internet e seu volume massificado de informações.
Ela é uma arma.
Uma arma que fere sua essência. O potencial de melhorar nossas vidas é equivalente ao potencial para destruí-las.
Mas não se limite somente a termologia internet. Essa palavra carrega consigo um volume interminável de dispositivos que são utilizados noite e dia para monopolizar sua vida:
● Mídias como novas ferramentas de comunicação e geração de dados me massa.
● Inteligência artificial: tecnologias que automatizam processos e tomadas de decisão, impulsionando avanços em diversas áreas.
●Sistemas descentralizados para transações financeiras e garantia de segurança e confiança nas trocas digitais. ●Informação democratizada e sendo gerada em alta escala.
Essas armas vão atacá-lo. Subjulgá-lo até você reagir.
Se você negligencia tudo isso e se contenta com a dinâmica de produzir e consumir, você está derrotado.
Guerra. Essa palavra impera no nosso mundo de modo milenar.
Tivemos mais grandes guerras do que contabilizamos na história global. Os mesmos gatilhos culturais que incentivam e incentivavam o individuo guerrear são os mesmos que fazem você jogar esse jogo de produzir e consumir. Você e uma massa de bilhares de pessoas. Seu potencial humano subjugado através de suas necessidades básicas que lhe jogam ao consumo, ou delimitado através do enfraquecimento de seu ego, fazendo de você a micro-pecinha de um grande jogo chamado macro-economia, ou melhor, guera-global.
Sempre estivemos em um clima de guerra. A diferença é que no mundo moderno é preciso ter certo nível de bom senso para enxergar o sangue.
Para um conflito ser considerado uma guerra, diversos requisitos precisam ser atendidos para trazer atona essa palavra em toda a intensidade que carrega.
Mas aqui me refiro a "qualquer conflito com dois ou mais lados, onde do atrito, há alguma perda humana seja ela tangível ou não." E o quanto já perdemos por conta de nossas dinâmicas econômicas, possui um valor que jamais será calculado.
As bombas estão explodindo, balas estão perfurando e blindados esmagando. Mas essas armas não estão mais evidentes. O jogo é menos tangível do que se percebe. Tudo começa nesse constructo mental que enfiaram guela abaixo em você e você chama de realidade, e, através dele, micro-comportamentos são manipulados e a junção deles será o que você chamará de vida perdida daqui alguns anos.
Mas a graça do nosso mundo é que tudo é caótico e paradoxal. Portanto, as mesmas armas que te ferem, te libertam.
E elas estão em suas mãos.
Te convido à uma eterna greve que será maravilhosamente evolucionária. Vamos quebrar o jogo, vou te ajudar a começar.

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